
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Um drone não identificado foi abatido pela Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF), no entorno da sede da Corte, na tarde desta terça-feira (15). O incidente ocorreu durante a sessão extraordinária em que o plenário analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A assessoria de comunicação do STF confirmou à coluna, afirmando que o equipamento foi "mitigado".
Para a sessão, o tribunal montou um esquema especial de segurança em conjunto com órgãos federais e do Distrito Federal, incluindo revistas corporais, bloqueios de acesso, restrições no espaço aéreo e monitoramento de aeronaves não tripuladas.
O abate foi realizado com um equipamento de neutralização de drones com formato semelhante ao de um fuzil. Apesar da aparência, o aparelho não dispara projéteis: ele emite ondas de rádio direcionadas que interrompem a comunicação entre o drone e o piloto. Sem receber comandos, o dispositivo aciona protocolos de emergência, realizando o pouso automático ou retornando ao ponto de decolagem.
O modelo específico utilizado nesta terça-feira não foi divulgado oficialmente por razões de segurança. Imagens do local mostram um agente transportando no ombro um dispositivo cinza, de corpo achatado e alça vazada. Em Brasília, o modelo mais difundido com essas características é o DroneGun Tactical, fabricado pela empresa australiana DroneShield.





