
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Nos primeiros 20 dias de agosto, a Brigada Militar realizou 17.309 visitas a estabelecimentos de ensino no Rio Grande do Sul, contemplando 7.994 escolas. A ação representa uma média de 865 visitas diárias em todo o estado.
Para isso, as rondas da Patrulha Escolar não acontecem ao acaso: os roteiros são definidos por um sistema de algoritmos que cruza dados de criminalidade para direcionar o policiamento.
Na prática, a dupla de brigadianos recebe diariamente o itinerário do dia já estabelecido com base em inteligência policial. O software, que existe desde abril, analisa os parâmetros de criminalidade de cada região para determinar a frequência e a prioridade das visitas. É possível, por exemplo, mapear os roubos a pedestres ocorridos desde o início do ano em um raio de 200 metros de determinada escola, orientando o patrulhamento de forma estratégica.
Durante as visitas, os policiais entram no ambiente escolar, marcam presença e conversam com as direções para mapear o cotidiano da comunidade — identificando eventuais conflitos internos ou a presença de suspeitos na vizinhança.





