
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Tendo em vista os últimos fenômenos climáticos que o Rio Grande do Sul vem enfrentando, com especial destaque para a enchente de 2024, e com a chegada cada vez mais próxima de um super El Niño, a coluna abordou recentemente a importância de o Estado tratar da medicina de desastres.
A prática é a área especializada da saúde que atua na prevenção, planejamento, resposta imediata e recuperação em situações de catástrofes.
Recentemente, Porto Alegre vem realizando ações voltadas para essa prática. Conforme o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), em junho foi realizada uma simulação da chegada de um voo com passageiros com uma doença infecciosa desconhecida, envolvendo o Aeroporto Salgado Filho e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Na ocasião, o exercício reproduziu um cenário em que a tripulação de um avião pousou em Porto Alegre pedindo apoio médico para passageiros com sintomas dessa infecção. Com a aeronave em solo, os planos de contingência foram ativados. Os "casos mais graves" foram transferidos para o Hospital de Clínicas, instituição de referência nesse tipo de atendimento.
No último ano, foi realizada ainda uma simulação de incêndio e desabamento do teto do plenário da Câmara de Vereadores, da Capital. A ação contou com a participação voluntária de 50 estudantes de Medicina, que foram as "vítimas" de um desabamento seguido de incêndio no Plenário Otávio Rocha. Nove hospitais, 15 ambulâncias e três caminhões do Corpo de Bombeiros participaram da operação, além de equipes da Defesa Civil, EPTC e Instituto Geral de Perícias (IGP).
Anteriormente, em 2023, outra simulação ocorreu, dessa vez no Hospital Moinhos de Vento, com o cenário hipotético de um incêndio envolvendo, inclusive, o deslocamento de vítima em helicóptero do Batalhão de Aviação da Brigada Militar. Pacientes foram deslocados para outras unidades de saúde, enquanto o combate às chamas envolveu uma enorme operação do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, Defesa Civil, forças de segurança e sistema hospitalar.



