
Os quatro principais candidatos ao governo do Estado colocam a inserção internacional do Estado entre os instrumentos para ampliar crescimento, investimentos e competitividade.
Embora com ênfases diferentes, os programas convergem em pontos como aumento das exportações, atração de capital, melhoria da infraestrutura logística e maior conexão das empresas gaúchas com mercados externos.
A coluna resume as principais propostas, obedecendo a ordem da mais recente pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (24).
Luciano Zucco (PL)

No capítulo Posicionamento Internacional e Atração de Investimentos, propõe "reposicionar o Rio Grande do Sul como um dos principais destinos de investimentos da América do Sul".
Construir identidade internacional estável baseada em indústria, agro, tecnologia, energia, logística, sustentabilidade, turismo, cultura e qualidade de vida e adaptar sua comunicação aos diferentes mercados sem substituir marcas setoriais e regionais.
Consolidar a Invest RS como agência de desenvolvimento global.
Acompanhar cada investimento até a operação. "Manter porta de entrada e responsável para cada projeto, organizando áreas, licenças, infraestrutura, financiamento, mão de obra, fornecedores e pendências desde a prospecção até a instalação, operação e expansão".
Estruturar política permanente de pós-investimento para identificar gargalos, riscos de fechamento ou transferência e oportunidades de reinvestimento.
Preparar uma carteira internacional de oportunidades. Organizar projetos, áreas e ativos com informações técnicas, territoriais, financeiras, ambientais e logísticas em padrões internacionais.
Identificar mercados adequados a cada cadeia e apoiar bens processados, tecnologia, serviços, alimentos diferenciados e produtos de maior complexidade, reduzindo dependência de poucos destinos, empresas e mercadorias. Realizar missões internacionais.
Articular bancos multilaterais, fundos globais e instituições internacionais para "projetos maduros".
Juliana Brizola (PDT)

No agronegócio, ampliar a inserção da produção gaúcha nos mercados, com rastreabilidade, defesa sanitária e adequação às exigências ambientais e comerciais internacionais, protegendo as cadeias regionais e estimulando a agregação de valor.
Desenvolver uma Estratégia Gaúcha para a Economia do Mar e a integração com o Mercosul, fortalecendo a pesca, a maricultura, o turismo costeiro, os serviços portuários e as atividades vinculadas à Costa Doce e ao Litoral.
Por meio do Exporta RS, pequenas e médias empresas terão apoio para acessar mercados internacionais, com inteligência comercial, orientação jurídica e facilitação logística, ampliando a inserção do Rio Grande do Sul no Mercosul e na América do Sul.
Implantar um sistema estadual de inteligência logística para orientar investimentos, promover a recuperação das ferrovias, assegurar a dragagem permanente das hidrovias e modernizar o Porto de Rio Grande e os corredores de integração com o Uruguai e a Argentina.
Será dada atenção especial aos minerais críticos e aos agrominerais, com incentivo à produção de remineralizadores de solo e sua integração aos bioinsumos, reduzindo a dependência externa de fertilizantes e fortalecendo especialmente a agricultura familiar e a transição agroecológica.
Banrisul, Badesul e BRDE como instrumentos estratégicos para financiar investimentos produtivos; apoiar empresas e cooperativas; financiar infraestrutura.
O plano critica a elevada dependência de softwares, plataformas e infraestruturas digitais de grandes corporações estrangeiras, ampliando a vulnerabilidade tecnológica e os desafios à soberania e à proteção dos dados dos cidadãos: "ciência, tecnologia e inovação são instrumentos estratégicos de desenvolvimento, emancipação e soberania".
Fortalecer a pesquisa científica e tecnológica voltada aos grandes desafios econômicos, sociais e ambientais do Rio Grande do Sul, ampliando a integração entre universidades, centros de pesquisa, empresas e poder público.
Gabriel Souza (MDB)

No agronegócio, fortalecer a presença de produtos do Estado nos mercados internacionais e monitorar acordos comerciais, barreiras regulatórias e exigências ambientais que possam impactar a competitividade dos produtores gaúchos.
Consolidar a Invest RS como agência de atração de investimentos e internacionalização das empresas gaúchas. Fortalecer a atuação integrada com Banrisul, BRDE e Badesul.
Posicionar a marca “Feito no Rio Grande” como selo de qualidade, identidade e diferenciação competitiva dos produtos gaúchos.
Mobilizar os potenciais do Estado para consolidar o RS como polo estratégico de infraestrutura digital e IA na América Latina.
Plano Tático de Promoção Internacional, desenvolvido em parceria com Invest RS, Sebrae RS e Embratur.
Consolidar o Estado como destino turístico internacional competitivo, por meio de estratégia estruturada de promoção e reposicionamento de imagem.
Internacionalização do ecossistema de inovação, fortalecendo o posicionamento do RS como destino de investimentos para empresas de tecnologia e centros de P&D, além de ampliar parcerias internacionais e potencializar eventos estratégicos, como o South Summit Brazil.
No trecho sobre infraestrutura, propõe a multimodalidade para orientar o planejamento logístico estadual, reduzindo custos, aumentando a resiliência e ampliando a capacidade de inserção nos fluxos nacionais e internacionais de comércio.
Marcelo Maranata (PSDB)

No capítulo Exportações, promoção externa e atração de investimentos, propõe transformar esta área em política de Estado orientada por resultados, com "entregas regionalizadas, transparência, coordenação interinstitucional e melhoria mensurável da qualidade de vida".
Diversificar mercados, agregar valor às exportações e atrair investimentos compatíveis com sua estratégia de desenvolvimento e resiliência.
Criar agência integrada de promoção de exportações e investimentos. Ampliar a capacidade de atuação do Invest RS.
Organizar missões comerciais com metas e avaliação de resultados.
Oferecer atendimento pós-investimento para retenção e expansão de empresas, visando retenção e expansão das empresas que já se instalaram no Estado.
Criar programa de primeira exportação para pequenas empresas. Integrar cooperativas a políticas de inovação e exportação.
Atrair centros de pesquisa, serviços globais e manufatura avançada.
Integrar promoção turística, cultural e comercial no exterior.







