
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Maternidade Mário Totta, do Hospital Santa Clara — complexo pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre —, passará a contar com o apoio da Alma Mater, organização sem fins lucrativos dedicada desde 2006 à promoção do desenvolvimento na primeira infância. A entidade implementará na unidade hospitalar o Projeto Alma Mater Bebê, que receberá um investimento estimado em R$ 1,5 milhão ao longo dos próximos 12 meses.
O aporte financeiro permitirá qualificar a formação da equipe técnica, a estrutura operacional e a logística da iniciativa, além de viabilizar a compra de insumos essenciais para mães e recém-nascidos em situação de vulnerabilidade social.
Na prática, o trabalho será desenvolvido diariamente por meio da busca ativa nos leitos da maternidade. Antes da alta hospitalar, cada família identificada receberá atendimento individualizado conduzido por uma educadora social do projeto, focado na escuta qualificada e no acolhimento humanizado. Durante as sessões, serão prestadas orientações sobre cuidados com o bebê, amamentação, sinais de alerta, promoção da saúde e prevenção da mortalidade infantil.
As famílias também receberão a tradicional caixa-berço — utilizada como a primeira cama segura do recém-nascido —, enxoval completo, kits de higiene, cesta básica e a cartilha "Primeiros Passos do Bebê e da Mamãe".
Segundo a entidade, a escolha da Maternidade Mário Totta foi estratégica devido ao seu perfil como referência para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo gestantes e puérperas de alta complexidade clínica. Com a nova unidade, a expectativa é atender cerca de 160 bebês por mês na Santa Casa, dobrando a capacidade atual do projeto.
Criado em 2020, o Projeto Alma Mater Bebê já beneficiou mais de 6,3 mil famílias. A metodologia adotada na Santa Casa é a mesma já consolidada pela organização no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. A expansão integra o plano de crescimento institucional iniciado em 2025, quando a Alma Mater passou a atuar também nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital.



