
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
As casas do trecho 1 da Vila Dique, o mais próximo da Freeway, serão demolidas a partir de segunda-feira (3). A ação é uma medida da prefeitura, que retirou as 70 famílias da região que foi fortemente alagada durante a enchente de 2024. A maioria dessas pessoas foi deslocada para outras regiões ou localidades próximas, por meio de compra assistida e outros mecanismos.
Contudo, ao realizar uma vistoria nesta sexta-feira (31) no local, o secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Porto Alegre, André Machado, se deparou com uma cena que chamou sua atenção: aproximadamente 40 cães abandonados, alguns até presos em coleiras e em postes, ou trancados em cercados.
— Uma imagem que chamou a atenção. Eu realmente espero que os donos vão até lá buscar os animais, pois é uma imagem chocante ver aqueles bichinhos abandonados. Uns até amarrados. Eu não vi, mas conversei com moradores ali da localidade que falaram que há cavalos soltos também na região.
Preocupado com a situação, o secretário procurou o Gabinete da Causa Animal da prefeitura, que o informou que os animais, após a enchente, foram microchipados — ou seja, é possível identificar até mesmo os seus donos.
Questionado, o Gabinete da Causa Animal explicou que realizou uma ação no local nos últimos dias. Informou ter feito vacinação e microchipagem nos animais. A coluna perguntou sobre o que será feito com esses os animais que estão na área neste momento. Segundo a pasta, não foi recebida solicitação formal sobre os cães em questão, mas lembrou que, caso tenham microchip, os tutores deverão ser identificados.
Veja a nota:
Vila Dique: Entre os dias 27 de maio e 23 de junho, a equipe do Gabinete da Causa Animal (GCA) realizou uma série de atendimentos na Área 1 da região da Vila Dique. Durante a ação, médicos-veterinários percorreram as residências para realizar vacinação, microchipagem e distribuição de antiparasitários e encaminhamento para o serviço de castração, com agendamento e transporte programado de cães e gatos.
De qualquer forma, todos os animais microchipados permanecem vinculados aos seus respectivos responsáveis, o que permite a identificação dos tutores em eventuais casos de abandono. Cabe destacar que a ampliação de abrigos, isoladamente, não resolve esse problema. O enfrentamento dessa realidade exige um esforço conjunto entre poder público, protetores e sociedade, focado na conscientização sobre a guarda responsável, no incentivo à adoção, na castração e no combate permanente ao abandono.



