
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Durante a programação da Semana de Ação Climática de Porto Alegre, cinco entidades representativas da Capital lançaram uma carta que propõe diretrizes para uma agenda permanente de adaptação e resiliência climática da cidade.
O documento, produzido pela CoalizãoRS, Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Tecnopuc, Instituto Caldeira e Pacto Alegre, tem como propósito a proteção das pessoas, a redução das vulnerabilidades e a incorporação da ciência, dos dados e da inovação nas decisões públicas e privadas.
Entre as recomendações (veja todas no fim da reportagem), destacam-se:
- Fortalecer a governança climática;
- Ampliar o financiamento e a capacidade de elaboração e execução de projetos, articulando recursos públicos e privados e promovendo cooperação entre municípios, instituições financeiras e organizações especializadas;
- Qualificar a preparação e a resposta a crises;
- Promover planejamento urbano, infraestrutura e reconstrução resilientes;
- Fortalecer a educação climática e o engajamento comunitário;
- Consolidar sistemas de dados, monitoramento, ciência e inovação, ampliando a articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa e setor privado;
- Aprimorar os mecanismos de resposta a emergências e calamidades.
Segundo as entidades, os pontos elencados devem orientar políticas, programas, projetos e investimentos.
"Esta Carta é um chamado à responsabilidade compartilhada para transformar conhecimento em decisão, planejamento em ação e inovação em soluções concretas, contribuindo para uma Porto Alegre mais segura, sustentável, inclusiva e resiliente", diz um trecho do documento.



