
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A semana será de definições e trabalho para a diplomacia do governo brasileiro, que terá agendas importantes em Washington.
A principal delas envolve a possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Na quarta-feira (15), o governo de Donald Trump deverá anunciar se irá ou não impor as novas sanções comerciais ao Brasil. A decisão leva em conta uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais em relação aos americanos, entre elas o Pix.
Na última quinta-feira, Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), afirmou, em entrevista à Fox Business, que as negociações com o Brasil ainda estão longe de um acordo. “Acho que ainda há uma distância entre nós”, disse.
Outra agenda para a qual o governo brasileiro foi convidado é uma reunião multilateral convocada por Washington com mais de 60 países para discutir a criação de uma aliança contra movimentos antifascistas e de esquerda.
O Brasil recebeu o convite, mas, segundo fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela coluna, ainda não havia confirmação de que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participará do encontro. A reunião está prevista para quinta-feira (16), um dia após a data definida para o anúncio do novo tarifaço.



