
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Ao subirem ao pódio para comemorar o título da Copa do Mundo de 2026, os jogadores da Espanha levaram para a cerimônia um detalhe que vai além do futebol. Diversos atletas não carregavam apenas a tradicional bandeira vermelha e amarela, que representa a nação espanhola, mas também os estandartes de comunidades autônomas do país.
Pedri e Yéremy Pino, por exemplo, estavam com a bandeira das Ilhas Canárias. O responsável pelo gol do título, Ferran Torres, trazia o símbolo da Comunidade Valenciana; Borja Iglesias, a bandeira da Galícia; Dani Olmo carregava o símbolo da cidade de Terrassa; Gavi com a bandeira de Andaluzia; e Álex Baena, o de Roquetas de Mar.
O episódio remete à história da própria formação da Espanha. O país se consolidou a partir da unificação de diferentes reinos ao longo dos séculos 15, 16 e 17, processo concluído centralmente no início do século 18. A partir da redemocratização e da promulgação da Constituição de 1978 — após o fim da ditadura de Francisco Franco —, o Reino da Espanha passou a ser organizado em 17 comunidades autônomas e duas cidades autônomas (veja a lista abaixo).

Apesar dessa estrutura descentralizada, algumas regiões mantêm um forte sentimento de identidade local e nacional própria. Comunidades como o País Basco e a Catalunha, por exemplo, abrigam históricos movimentos separatistas.
Divisão Territorial da Espanha
Comunidades Autônomas:
- Andaluzia
- Aragão
- Astúrias (Principado das Astúrias)
- Ilhas Baleares
- Ilhas Canárias
- Cantábria
- Castela-Mancha
- Castela e Leão
- Catalunha
- Comunidade Valenciana
- Estremadura
- Galícia
- La Rioja
- Comunidade de Madri
- Região de Múrcia
- Navarra (Comunidade Foral de Navarra)
- País Basco
Cidades Autônomas:
- Ceuta
- Melilla






