
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Com o Brasil e o mundo à beira de enfrentar um novo fenômeno climático, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou o Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos. A publicação reúne orientações para que prefeituras, secretarias e equipes técnicas organizem a prevenção, a resposta emergencial e a recuperação dos territórios atingidos.
Elaborado pela entidade, o guia apresenta procedimentos para diferentes setores da administração pública e ações que devem ser coordenadas pelos órgãos públicos em casos de episódios climáticos.
— O objetivo é preparar os municípios para a gestão dos desastres, colaborando com sugestões como o papel do gabinete de crise, da procuradoria do município, os marcos legais que precisam ser formulados, recomendações de saúde diante de desastres, assistência social, política de educação, mobilidade urbana, meio ambiente e sustentabilidade — explicou o vice-presidente de Cidades Resilientes da ABM e prefeito de São Lourenço do Sul, Zelmute Marten.
O guia organiza a atuação municipal em todas as etapas de um evento extremo: prevenção e preparação, enfrentamento e pós-desastre.
A primeira etapa — de prevenção — envolve atividades antecipadas para evitar danos, como diretrizes de adaptação, mitigação climática, elaboração de planos de contingência e realização de diagnóstico situacional das áreas e populações vulneráveis.
O enfrentamento foca na resposta emergencial imediata (primeiras 24h a 72h). Inclui a ativação do Gabinete de Crise, declaração de calamidade pública, resgates e fornecimento de assistência humanitária para proteger vidas.
A última etapa é o pós-desastre, que contempla medidas emergenciais e de longo prazo para restabelecer a normalidade. Abrange a avaliação de danos, solicitação de recursos financeiros, limpeza urbana e a reconstrução de infraestruturas de forma mais segura e resiliente.
— São checklists de iniciativas práticas que estamos sugerindo aos prefeitos a ponto de não retorno da crise climática, para que possam desenhar estratégias com as suas comunidades e gestão diante do El Niño e de outros eventos — ressaltou Marten.
O vice-presidente lembra ainda que a ABM mantém outras ações com atenção máxima para a pauta climática:
— Estamos com uma agenda nacional e internacional para a ampliação de financiamentos, a fim de destinar mais recursos para o enfrentamento das mudanças climáticas — concluiu.




