
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Um estudo desenvolvido recentemente na Universidade de Iguaçu (Unig), no Rio de Janeiro, indica que o Brasil gera entre 10 mil e 28 mil toneladas de resíduos de medicamentos por ano. Pensando no impacto do descarte irregular desses itens, a Panvel mantém, desde 2010, o Programa Destino Certo, uma iniciativa de logística reversa voltada ao descarte ambientalmente adequado de medicamentos e suas embalagens, além de pilhas e baterias.
Apenas no ano passado, o volume total recolhido nos pontos de coleta das farmácias nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo chegou a 31,5 toneladas de resíduos destinados corretamente. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, o volume coletado nas lojas atingiu 11,36 toneladas de resíduos, o que representa cerca de um terço do total registrado em 2025.
O programa recebe apenas medicamentos de uso doméstico. Não são aceitos resíduos provenientes de hospitais, clínicas, condomínios ou estabelecimentos comerciais similares, bem como materiais perfurocortantes, como agulhas e seringas.
Para fazer o descarte, a orientação é retirar os comprimidos ou blisters de dentro das caixas de papel: os medicamentos devem ser jogados no compartimento indicado nas lojas da rede, enquanto as embalagens de papel e bulas devem ser depositadas no compartimento ao lado. Pilhas e baterias também possuem um espaço específico e exclusivo no coletor.

