
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Criado em 2023 no Rio Grande do Sul, o MUT Brasil — Miss Universe Trans Brasil —, principal concurso de beleza e projeto de inclusão para mulheres transgênero do país, entra em uma nova fase de expansão. A mudança coincide com junho, período reconhecido internacionalmente como o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+.
Com a nova diretriz, a iniciativa deixa de ser apenas um evento pontual e se transforma em um ecossistema contínuo. O objetivo é unir ações educacionais, culturais e sociais para gerar oportunidades reais de emprego, formação e renda para as participantes. Atualmente, o projeto é liderado pelos idealizadores e diretores gerais Fabiano Biazon e Mateus Ahlert.
Um dos anúncios é a data da Grande Final do Miss Universe Trans Brasil 2026, que ocorrerá entre os dias 26 e 29 de setembro, no Teatro Unisinos, em Porto Alegre (RS). Durante o período, as candidatas passarão por um confinamento oficial para cumprir atividades e etapas preliminares.
Essa rotina das participantes será transformada em um reality show diário, com formato voltado para vídeos verticais nas redes sociais. Além do programa, está prevista a produção de um documentário focado em direitos humanos e no combate à discriminação.
Formação e mercado de trabalho
Em agosto, a plataforma lançará a Escola Artística MUT Brasil, um ambiente educacional online e gratuito. O foco será a formação profissional em áreas como comunicação, moda, arte, audiovisual e empreendedorismo para jovens LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade.
O plano de expansão para este ano inclui ainda outras frentes estratégicas, como a publicação de um anuário editorial, com ensaios de moda e histórias de vida das participantes, servindo como portfólio para integrá-las aos mercados de publicidade, moda e televisão, e a curadoria e contratação remunerada de artistas trans e periféricos (das áreas de música, dança e literatura) para integrar toda a programação do evento e dos produtos audiovisuais.




