
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Nasa divulgou imagens de satélite que mostram a extensão dos danos causados pela sequência de terremotos que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). Os mapas, disponibilizados pelo Sistema de Informação Geográfica de Dados Terrestres (Earthdata GIS), classificam em quatro escalas os impactos sofridos por edifícios e infraestruturas do país.
As construções com 75% ou mais de probabilidade de danos estão destacadas em vermelho. Já os edifícios com avarias estimadas entre 50% e 75% aparecem em laranja, enquanto aqueles com risco menor, entre 1% e 50%, são exibidos em amarelo. Os pontos que provavelmente não foram afetados constam em branco.
Pela análise das imagens, constata-se que a maior parte dos estragos graves (em vermelho) está concentrada no Estado de La Guaira, o mais castigado pelos sismos. A região do Aeroporto Internacional Simón Bolívar desponta como uma das zonas críticas, incluindo áreas internas da estrutura. Conforme esta coluna antecipou em conversa com a jornalista venezuelana Valentina Rivas no fim da última semana, a situação na área é comparável à de uma "zona de guerra".

Os tremores se concentraram na porção norte do país, mas reflexos significativos também foram registrados na capital, Caracas. Embora em quantidade bem reduzida na comparação com La Guaira, é possível observar pontos em vermelho e amarelo em distritos ao norte da região metropolitana de Caracas.

A cidade litorânea de Caraballeda também foi drasticamente afetada. Outras cidades localizadas na região central, como Charallave, Santa Teresa del Tuy, Santa Lucía, Cúa, Turmero, Cagua e La Victoria, também apresentaram impactos nos mapeamentos da agência espacial americana.

O balanço desta terça-feira (30) aponta que pelo menos 1.943 pessoas morreram e 10.571 ficaram feridas.




