
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, no final de fevereiro, aumentou a tensão sobre como funcionaria a participação da delegação iraniana na Copa do Mundo de 2026, já que parte dos jogos será realizada em território americano.
Na última semana, os jogadores do Irã receberam vistos para entrar nos Estados Unidos; entretanto, os atletas enfrentarão um burocrático e atribulado procedimento para participar do torneio: terão que entrar, jogar e sair do país, tudo no mesmo dia.
Como funcionará?
Inicialmente, a equipe iria se hospedar em Tucson, no Arizona, já que disputará seus três primeiros jogos nos EUA. Contudo, devido ao conflito, a delegação ficará concentrada em Tijuana, no México.
É neste ponto que o trâmite se torna complexo para os jogadores: eles estão autorizados a entrar em território americano para disputar as partidas da Copa do Mundo, mas não poderão permanecer no país entre os compromissos.
De acordo com o embaixador iraniano no México, o visto concedido aos 26 jogadores permite apenas a entrada temporária em solo americano para treinamentos e partidas, sem incluir pernoites. Ou seja, a equipe terá de retornar ao México após cada jogo ou atividade realizada nos EUA.
— Podem entrar de manhã e no mesmo dia têm de sair — afirmou o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh, em entrevista coletiva em Tijuana.
A seleção iraniana fará todos os jogos da fase de grupos nos Estados Unidos. Nessa primeira fase, os três confrontos da equipe ocorrerão em solo americano — dois deles em Los Angeles e um em Seattle. O Irã está no Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.



