
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Renner está entre as 20 empresas que priorizam a sustentabilidade em suas práticas comerciais. O levantamento é da revista americana Time e da empresa de dados Statista, que se uniram na terceira edição anual do ranking "Empresas Mais Sustentáveis do Mundo". A gaúcha aparece em 16º lugar, atrás de gigantes como a Nokia (4º) e a Nasdaq (5º), e à frente da Adobe (18º).
O levantamento classificou 750 das maiores e mais influentes empresas do mundo com base em sua transparência, responsabilidade e impacto no meio ambiente. Foi calculada uma pontuação geral de sustentabilidade com base em uma nota máxima possível de 100 — a Renner atingiu 89,03 pontos. Essas corporações estão distribuídas por mais de 40 países, sendo os Estados Unidos, o Reino Unido e o Japão os que apresentam o maior número de representantes.
Além da Renner, o Brasil aparece representado pelo Banco do Brasil em 237º lugar, seguido pela empresa de telefonia Vivo em 310º, Klabin em 457º, Itaú em 461º, BRF em 492º, Azul em 536º, Bradesco em 592º, Rede D'Or São Luiz em 643º, Cemig em 681º e Dexco em 696º lugar.
Segundo a Renner, esta é a terceira vez que a empresa aparece no ranking. E 2025, a gaúcha estava na 28ª posição. Em 2024, no 22º lugar.
De acordo com a Time, o processo de classificação analisou mais de 5 mil das maiores e mais influentes empresas do mundo, considerando fatores como receita, capitalização de mercado e relevância pública. A metodologia envolveu quatro etapas para filtrar e identificar as 750 principais organizações, avaliadas com base em mais de 20 indicadores-chave.
A primeira etapa do processo é a de Exclusão de Empresas Não Sustentáveis, que retira da pesquisa as marcas envolvidas em setores de alto impacto negativo, como combustíveis fósseis ou desmatamento. A segunda etapa, Compromisso e Classificações, envolve a avaliação das empresas com base em selos e compromissos externos de sustentabilidade de organizações conceituadas, como as classificações do CDP, a adesão ao Pacto Global da ONU, o alinhamento com a iniciativa Science Based Targets, a inclusão no Anuário Global de Sustentabilidade da S&P, a participação na campanha Race to Zero da UNFCCC e as avaliações ESG e SRI da MSCI.
A terceira etapa é a de Relatórios e Transparência, que analisa a disponibilidade e a qualidade dos relatórios de sustentabilidade publicados pelas marcas. Por fim, a etapa final, Gestão Ambiental e Social, envolve a pesquisa de diversos Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) ambientais e sociais nos relatórios de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) de cada empresa.





