
Um satélite que já foi usado para buscar sinais de água em Marte tem ajudado a preservar milhões de litros do recurso no Rio Grande do Sul.
Desde 2023, sistemas de monitoramento por satélite, aliados a geofones que identificam sons subterrâneos, vêm permitindo à Corsan localizar vazamentos ocultos com maior precisão e rapidez, reduzindo escavações e impactos urbanos.
Com tecnologia israelense, o satélite identifica vazamentos invisíveis a olho nu, muitas vezes escondidos sob camadas de asfalto.
Desde 2023, o índice médio de perdas caiu de 44,3% para 41% nos 317 municípios atendidos pela empresa no Estado. Esse percentual recuperado representa cerca de 30 milhões de metros cúbicos de água por ano, um volume suficiente para abastecer uma cidade do porte de Canoas por aproximadamente 18 meses.
O equipamento, munido de softwares inteligentes acoplados a radares, escaneia o subsolo com precisão por meio da emissão de microondas, identificando água potável em contato com o solo até três metros de profundidade através do cloro dissolvido e da condutividade elétrica, diferenciando-a de água bruta, como a proveniente de lençóis freáticos, rios subterrâneos ou poços artesianos.
Uma vez mapeados os possíveis pontos de vazamento, equipes operacionais entram em ação utilizando geofones ultrassensíveis para localizar e confirmar os vazamentos indicados pelo satélite.
Esse método não só agiliza o processo, realizando a identificação de vazamentos na área verificada em um tempo 85% menor (de 18 para três meses), mas também oferece uma precisão acima de 90%.


