
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
No mesmo dia em que os EUA acusaram formalmente o ex-ditador cubano Raúl Castro de homicídio, aumentando as tensões entre Havana e Washington, o Comando Sul das Forças Armadas americanas anunciou, na quarta-feira (20), a chegada do porta-aviões USS Nimitz à região do Caribe. A embarcação passou, anteriormente, pelo Rio de Janeiro, onde participou da Operação Southern Seas 2026.
Há semanas aumenta a tensão entre os EUA e Cuba, já que o governo de Donald Trump tem intensificado a pressão sobre o regime da ilha. Segundo a publicação do Southcom no X, "O USS Nimitz provou sua capacidade de combate em todo o mundo, garantindo a estabilidade e defendendo a democracia desde o Estreito de Taiwan até o Golfo Pérsico".
Não há confirmação de que a chegada da embarcação ao Caribe tenha relação com uma possível ação militar em território cubano ou a indique. Contudo, como tratado pela coluna anteriormente, há vários motivos para pensar que Cuba possa ser o próximo alvo de Donald Trump, depois da Venezuela e do Irã.
Recentemente, o governo Trump ampliou a pressão sobre Havana, adotando novas restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha e aplicando novas sanções. Além disso, informações de inteligência de Washington davam conta de que Cuba teve acesso a mais de 300 drones militares e começou a discutir planos para utilizá-los para atacar a base americana em Guantánamo e navios militares americanos.
O fato também ocorre no mesmo dia em que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, gravou um vídeo endereçado aos cidadãos cubanos, no qual propõe "uma nova Cuba" por meio de uma relação direta entre os EUA e a população local. Na mensagem, Rubio acusa o governo cubano de roubar dinheiro dos cidadãos e culpa o regime pela crise econômica.




