
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Diante da escalada de tensões entre Havana e Washington, o governo de Cuba publicou um guia com orientações de proteção pessoal para o caso de uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos.
O documento, divulgado nos perfis oficiais da Defesa Civil, alerta que os EUA “ameaçam atacar militarmente e destruir nossa sociedade” e apresenta recomendações para situações de emergência. Segundo o material, as famílias devem organizar medidas para proteger seus integrantes, bens e recursos domésticos.
A Defesa Civil orienta que os cidadãos mantenham-se informados pelos canais oficiais e mapeiem locais seguros contra ataques aéreos.
A lista sugere a preparação de uma mochila de emergência, contendo:
- Kit de primeiros socorros (antissépticos, gazes, termômetro, máscaras);
- Documentos pessoais e rádio portátil;
- Velas, fósforos e lanterna;
- Alimentos prontos para consumo (para três dias) e água potável;
- Produtos de higiene e medicamentos de uso contínuo;
- Brinquedos para crianças, para reduzir estresse psicológico.
O guia instrui que os moradores identifiquem abrigos designados, priorizando pessoas com deficiência, idosos e gestantes. Em caso de bombardeio, um sinal de alerta será emitido, orientando a população a buscar subsolos, túneis ou trincheiras.
Se não houver tempo para alcançar esses locais, a recomendação é evitar ruas abertas, praças públicas e pontos vulneráveis. A Defesa Civil adverte contra buscar abrigo em prédios danificados, sob pontes ou próximos a postos de combustível.





