
Grande parte da memória da imigração judaica no Rio Grande do Sul está sendo eternizada por meio da digitalização de um acervo histórico de 45 mil documentos e centenas de horas de gravações de histórias orais.
O projeto é da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS), em parceria com o Instituto Cultural Judaico Marc Chagall. A digitalização tem como objetivo preservar e ampliar o acesso a documentos e registros de relevância histórica e cultural.
Até o momento, o ambiente digital conta com mais de 2 mil documentos disponíveis para consulta, incluindo passaportes, cartas, fotografias e passagens, além de registros históricos em diferentes idiomas, como alemão, português, iídiche, russo e polonês.
Essa etapa de digitalização dos documentos familiares deve ser concluído até o final do mês. A digitalização integral do acervo segue em andamento, considerando a extensão e complexidade do material.
— Estamos em uma corrida contra o tempo para garantir que essas memórias resistam e cheguem a quem mais precisa: estudantes, pesquisadores e toda a sociedade. Digitalizar é, além de transformar papel em arquivo digital, um ato de respeito à história e um compromisso com as próximas gerações. Preservar esses arquivos é preservar as vidas que sofreram perseguições, com o Holocausto, e que construíram a história da comunidade judaica — explica a presidente da FIRS, Daniela Russowsky Raad.
O projeto é realizado por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), do Ministério da Cultura, com recursos captados por meio de incentivo fiscal, além de apoio complementar por meio de emendas municipais.
Os documentos já digitalizados estão disponíveis para consulta aqui.



