
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
No dia em que se celebra a Abolição da Escravatura, marcada pela assinatura da Lei Áurea em 1888, Porto Alegre recebeu, nesta segunda-feira (13), o lançamento do livro Príncipe Custódio, distinto morador de Porto Alegre (Editora Rígel), de Nandi Barrios. A publicação é uma iniciativa do Coletivo Sindical Antirracista.
A obra retrata a trajetória de Custódio Joaquim de Almeida, figura histórica e espiritual originária do Benim, na África, que viveu em Porto Alegre do início do século 20 até sua morte, em 1935. Custódio é considerado um dos pilares da cultura afro no RS e do fortalecimento da negritude no sul do Brasil.
De acordo com o autor, fontes acessadas recentemente revelam que Custódio já morava em Porto Alegre desde 1885, ou seja, ainda no século 19.

Personagem central na história do Estado, ele se destacou na defesa da religiosidade de matriz africana, na difusão do batuque — religião de matriz africana com características próprias do RS — e na luta contra o racismo. Custódio também foi o responsável pelo assentamento do Bará do Mercado Público.
Conhecido como Príncipe Custódio, ele faleceu em 26 de maio de 1935, aos 104 anos. No Carnaval de 2026, a escola de samba Portela o homenageou como tema de seu samba-enredo.
O Coletivo Sindical Antirracista é formado por entidades como Sindiserf/RS, Sindjus, Semapi, Cpers/Sindicato, SindBancários e Sintrajufe, com apoio do Movimento Negro Unificado (MNU) e da Unegro (União de Negras e Negros pela Igualdade).




