
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Durante a missão internacional do governo gaúcho em Nova York, a Invest RS apresentou, nesta terça-feira (12), uma proposta para a criação de um fundo estratégico com objetivo de atrair investimentos e sustentar o desenvolvimento econômico do Estado.
O anúncio ocorreu no Public & Private Capital Forum for Economic Development, realizado na sede da Deloitte, uma das maiores e mais prestigiadas organizações de serviços profissionais do mundo, onde foi assinado um contrato para a elaboração de estudos que subsidiarão a estruturação do fundo. A meta é reunir até US$ 5 bilhões, sendo US$ 1 bilhão de recursos públicos e o restante proveniente de capital privado.
A iniciativa será coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em parceria com a Deloitte, o Badesul, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Secretaria da Fazenda.
O modelo prevê ferramentas financeiras de apoio ao investimento, substituindo gradualmente incentivos fiscais, que perderão relevância diante das regras da reforma tributária. Segundo a Invest RS, o objetivo é criar uma arquitetura capaz de consolidar um novo modelo de competitividade, reduzindo a dependência da chamada “guerra fiscal”.
— É um projeto ousado e estruturante. Alinhado às melhores práticas de médio e longo prazo, representa uma visão estratégica para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul — afirmou Rafael Prikladnicki, presidente da Invest RS.
Como parte da estratégia, foram apresentados quatro instrumentos financeiros:
- Fundo Gaúcho de Risco Climático – aporte inicial de R$ 100 milhões, voltado à mitigação de riscos no setor de seguros diante de eventos extremos, garantindo agilidade na reconstrução e reduzindo impacto sobre o orçamento público.
- Programa Avançar Mais Cidades – financiamento de infraestrutura municipal, com R$ 300 milhões para operações de crédito às prefeituras.
- Avançar Mercado de Capitais RS – incentivo ao acesso de empresas gaúchas ao mercado de capitais por meio do Programa Fácil da CVM, com até R$ 300 milhões via fundos administrados pela Banrisul DTVM.
- FIP Deep Techs – voltado a startups de base científica (biotecnologia, semicondutores, IA, agro e energia), com aportes iniciais entre R$ 50 e R$ 100 milhões, participação de Badesul, BRDE e Cadip, e potencial para atrair investidores institucionais.





