
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Nem o papa Leão XIV escapou da burocracia bancária e o desfecho foi, no mínimo, cômico: a atendente desligou na cara do líder da Igreja Católica. A história foi narrada pelo jornal americano The New York Times nesta quarta-feira (5).
De acordo com a publicação, dois meses após ser eleito, o Pontífice ligou para um banco em Chicago (EUA), sua cidade natal, onde mantinha uma conta. O objetivo era simples: atualizar o telefone e o endereço, já que havia se mudado para o Vaticano.
Durante a ligação, identificou-se como Robert Prevost, seu nome de registro. A funcionária, seguindo o protocolo, pediu a data de nascimento, o número do seguro social e a palavra-chave. Em seguida, informou:
— Para alterar seu número de telefone e endereço, o senhor terá de vir pessoalmente à agência — disse a atendente.
— Mas eu não posso ir a Chicago; já forneci todas as informações solicitadas — respondeu o Papa.
— Sinto muito, não há alternativa — insistiu a funcionária.
— Abriria uma exceção se eu dissesse que sou o papa Leão? — questionou o Pontífice.
A atendente, convencida de que se tratava de uma tentativa de golpe, desligou o telefone. O impasse só foi resolvido depois, com a intervenção de um padre americano que conhecia o gerente da agência.
O episódio foi relatado recentemente pelo reverendo Tom McCarthy, amigo de infância de Prevost.
O caso remete a outro episódio curioso, em 2013, quando o papa Francisco fez questão de carregar a própria mala e pagar pessoalmente sua conta no hotel onde estava hospedado antes do conclave.



