
Mais de duas horas de reunião a portas fechadas entre Donald Trump e Lula, sem coletiva na Casa Banca, sem apertos de mãos no Salão Oval dizem mais do que qualquer palavras.
É preciso aguardar a manifestação de Lula, na embaixada brasileira em Washington, para uma análise mais profunda. Mas, a partir do que não ocorreu, frustrando jornalistas brasileiros e internacionais que os aguardavam, já se pode indicar que o encontro foi protocolar.
Não foi "quente", como o de Lula e Joe Biden, em fevereiro de 2023. Mas também ainda não se pode dizer que foi "frio".
O post de Trump em sua rede social, Truth Social, indica que as delegações dos dois países saíram com missões a serem cumpridas.
"Discutimos muitos tópicos, incluindo mercado, e, especificamente, tarifas. O encontro foi muito bom. Nossos representantes estão agendando encontros para discutir certos elementos-chaves".
Por fim, "a reunião foi muito boa".
Ao se referir a Lula, Trump o classificou como "muito dinâmico presidente do Brasil", o que indica que Lula foi Lula, deve ter utilizado todo o seu capital político na tentativa de persuadir o americano.
Trump afirmar que tarifas foram o tema central também indica que segurança (considerar a cooperação bilateral e classificação de PCC e PV como grupos terroristas) e terras raras foram secundários.
Aguardemos a fala de Lula (Trump já não falará) para mais detalhes, enfim, para saber se houve química. Por enquanto, se houve, ficou restrita aos sorrisos, um tanto caricatos, da foto oficial divulgada até agora.





