
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Ex-governador de Goiás e pré-candidato pelo PSD à Presidência, Ronaldo Caiado afirmou que espera que o governador Eduardo Leite esteja em seu palanque no Rio Grande do Sul durante a campanha:
— Sem dúvida. Estaremos juntos aqui com ele e com toda a chapa que ele indicar como candidato ao governo — disse, ao ser questionado pela coluna, após participar, na quinta-feira (9), de um painel de presidenciáveis no Fórum da Liberdade, na PUCRS.
Antes, o goiano esteve em um almoço na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e encontrou-se com o governador gaúcho, Eduardo Leite.
O encontro era esperado, já que Leite foi preterido pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, na escolha para a disputa eleitoral.
Após o painel, ao conversar com a imprensa, o pré-candidato falou sobre a reunião com o governador. Como noticiado pela colunista Rosane de Oliveira, Leite se desculpou por não ter cumprimentado o escolhido no dia em que ele foi anunciado e entregou uma carta explicitando os compromissos que, espera, sejam assumidos por Caiado. No documento, Leite registrou sua divergência em relação à proposta de anistia aos condenados pela tentativa de golpe e pelos atos de 8 de Janeiro.
Sobre o tema, Caiado afirmou à tarde, no Fórum da Liberdade:
— Óbvio, isso (a divergência) é uma coisa normal. Dentro de um processo, mesmo partidariamente, você não tem de ter uma unidade em todas as ideias, não é? Qual é o único ponto em que há divergência? Eu tenho como conduta o processo de uma anistia: que seja para acabar com a polarização. Não se conversa mais sobre esse assunto. Vou tratar de outro assunto. Ou seja, aquilo está criando um problema, vamos amputar o problema. [...] Agora, isso não é um tema que possa ser motivo de nenhum constrangimento entre nós no processo de uma campanha eleitoral. O resto é 100% de convergência.



