O italiano Paolo Zampolli, assessor de Donald Trump que causou polêmica ao classificar as mulheres brasileiras como "raça maldita", é o mesmo que está tentando "vender" mundo afora a ideia de colocar a seleção da Itália na Copa do Mundo no lugar do Irã.
Na quinta-feira (23), em entrevista à emissora italiana RAI, ele disse que as mulheres brasileiras são "programadas" para causar confusão. Zampolli foi casado por quase 20 anos com a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro. Uma de suas falas fez referência à ex-companheira, que foi deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025 após ser detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE na sigla em inglês).
Nesta semana, ele já havia falado uma frase racista e xenófoba ao dizer que a Itália teria "pedigree" para disputar a Copa nos Estados Unidos. A seleção italiana não se classificou para o mundial.
A péssima iniciativa de Zampolli teve como objetivo aproximar o governo Trump do de Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, que teria ficado enfurecida com as críticas do americano ao papa Leão XVI. Trump e Meloni são aliados ideológicos, mas as questões do Vaticano parecem estar acima desse alinhamento.

