
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O porta-aviões americano USS Nimitz (CVN 68) fará uma operação no Brasil. Trata-se da Southern Seas 2026, uma manobra é coordenada pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, braço naval do Comando Sul (SouthCom) e passará pelo Rio de Janeiro nos próximos dias.
A coluna entrou em contato com o SouthCom, que informou que a embarcação está, atualmente, no Chile. Por questões de segurança, as forças militares não divulgaram a data exata da chegada ao Brasil, informação que só é liberada com 72 horas de antecedência.
Considerada a embarcação mais antiga em atividade na frota de porta-aviões dos EUA, o Nimitz navegará pela costa sul-americana acompanhado pelo destróier de mísseis guiados USS Gridley (DDG 101).
Além do Brasil, o cronograma inclui atividades em países como Argentina, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai, além de uma passagem pelo Chile ocorrida no último dia 17.
O objetivo central é reforçar a cooperação regional, fortalecer parcerias marítimas e aprimorar a integração entre as tripulações para o enfrentamento de ameaças comuns. A operação contará ainda com intercâmbios entre especialistas e oferecerá a autoridades convidadas a oportunidade de acompanhar de perto a rotina operacional de um porta-aviões nuclear.
Sobre o USS Nimitz
Líder de sua classe e movido por propulsão nuclear, o USS Nimitz (CVN 68) é um dos maiores navios de guerra do mundo, posicionado no topo da hierarquia de projeção de poder aeronaval. Comissionado em 1975, seu nome homenageia o Almirante de Esquadra Chester W. Nimitz, comandante da Frota do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.
A embarcação é equipada com dois reatores nucleares que permitem que opere por mais de 20 anos sem reabastecimento. A embarcação pode alcançar velocidades superiores a 30 nós (cerca de 56 km/h). Com aproximadamente 333 metros de comprimento — o equivalente a três campos de futebol — e um deslocamento de 100 mil toneladas, o navio pode transportar entre 60 e 90 aeronaves.
Segundo a Marinha Americana, o Grupo de Ataque do Nimitz é composto pelo próprio porta-aviões, pela tripulação do Grupo de Ataque 11, pelo Esquadrão de Destróieres 9 (DESRON 9) e pela Ala Aérea Embarcada 17 (CVW 17), além do USS Gridley. A CVW 17 integra seis esquadrões que operam aeronaves como os caças F/A-18E/F Super Hornet, o avião de guerra eletrônica EA-18G Growler, o cargueiro C-2A Greyhound e os helicópteros MH-60R/S Seahawk.
Entre as unidades aéreas estão os esquadrões de helicópteros HSM 73 e HSC 6, o de apoio logístico VRC 40, os de caça e ataque VFA 22 e VFA 137, e o de ataque eletrônico VAQ 139.





