
Um dos episódios mais polêmicos na atual fase da guerra de Israel contra a guerrilha terrorista libanesa Hezbollah, em meio ao cenário mais amplo do conflito EUA x Irã, envolveu a violação de um símbolo cristão em Debel, no sul do país. Nesta terça-feira (21), as Forças de Defesa de Israel (FDI) reconheceu o erro e expressou "profundo pesar pelo ocorrido".
No episódio, um soldado israelense aparece usando o lado cego de um machado contra uma escultura caída de Jesus na cruz. Além do autor do ato, outros seis soldados estavam presentes no local e não agiram para impedir o incidente nem o reportaram. Um deles gravou imagens, que acabaram divulgadas em redes sociais.
A investigação determinou que a conduta dos soldados desviou completamente das ordens e dos valores das FDI.
As FDI expressam profundo pesar pelo ocorrido e enfatizam que suas operações no Líbano são direcionadas exclusivamente contra a organização terrorista Hezbollah e outros grupos terroristas, e não contra civis libaneses. Desde o momento em que o incidente foi reportado, as FDI têm atuado para auxiliar a comunidade local na substituição da estátua. Desta maneira, foi decidido que o soldado que danificou o símbolo cristão e o soldado que registrou o ato serão removidos do serviço de combate e receberão 30 dias de detenção militar. Os demais soldados presentes foram convocados para esclarecimentos, após os quais serão determinadas medidas adicionais em nível de comando.
Israel afirma que os procedimentos relativos à conduta com instituições e símbolos religiosos foram reforçados às tropas antes da entrada nas áreas relevantes e serão novamente reforçados para todas as forças na região após o incidente.
As conclusões da investigação foram apresentadas ao chefe do estado-maior geral e ao Comandante do Comando Norte. O chefe do estado-maior condenou o incidente e declarou que se trata de uma conduta inaceitável e de uma falha moral, muito além de qualquer padrão aceitável, contrariando os valores das FDI e a conduta esperada de seus soldados.






