
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Depois de lideranças da Conferência Episcopal Italiana e dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pronunciou-se nesta segunda-feira (13) em apoio ao papa Leão XIV. O posicionamento ocorre após as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao líder religioso no contexto do conflito no Oriente Médio.
De acordo com a nota oficial, a "autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político". A entidade reafirmou sua comunhão integral com o Pontífice:
"A autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho, que continuamente eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos. Nesse espírito, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, Papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade."
O documento é assinado pelo presidente da CNBB, o cardeal Jaime Spengler (arcebispo de Porto Alegre); 1º vice-presidente, dom João Justino de Medeiros (arcebispo de Goiânia); 2ª vice-presidente, dom Paulo Jackson (arcebispo de Olinda e Recife); e secretário-geral, dom Ricardo Hoepers (bispo auxiliar de Brasília).
Contexto
No domingo (12), o Papa Leão XIV foi alvo de ataques de Donald Trump. Em publicações nas redes sociais, o presidente americano chamou o pontífice de "fraco". O republicano também compartilhou uma imagem em que aparecia em semelhança a Jesus Cristo, postagem que foi apagada posteriormente.
Nesta segunda-feira, o Papa rebateu as críticas, afirmando que não teme o governo americano e que sua missão é promover a paz:
— Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho. Acredito que é para isso que estou aqui e é para isso que a Igreja existe — afirmou o Pontífice a jornalistas durante o voo de Roma para a Argélia.


