
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A sabatina de Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) está marcada para esta quarta-feira (29).
Ele entrará, caso chancelado, na vaga aberta pela saída do Luís Roberto Barroso, que pediu aposentadoria voluntária em outubro do ano passado.
Caso o nome de Messias seja aprovado pelo Senado e ele se torne o mais novo integrante da Corte, ele será o sexto magistrado do atual desenho do Tribunal a ter integrado o Executivo. Isso porque cinco dos atuais integrantes da Corte atual já ocuparam cargos de ministros, ou postos equivalentes neste ou em governos anteriores.
O último indicado a integrar o Supremo, Flávio Dino, foi ministro da Justiça e Segurança Pública neste terceiro mandato do presidente Lula, entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2024.
O decano da Corte, Gilmar Mendes, foi advogado-geral da União (AGU) durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, entre janeiro de 2000 e junho de 2002.
O ministro Dias Toffoli também chefiou a AGU no segundo governo Lula, ocupando o cargo entre março de 2007 e outubro de 2009.
Já o ministro André Mendonça esteve à frente da AGU em dois períodos sob a gestão de Jair Bolsonaro: entre janeiro de 2019 e abril de 2020 e entre março e agosto de 2021. No intervalo entre essas passagens, foi ministro da Justiça e Segurança Pública.
O ministro Alexandre de Moraes também ocupou cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública durante o mandato de Michel Temer, entre maio de 2016 e fevereiro de 2017.




