
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Turistas brasileiros lideraram o ranking de estrangeiros barrados nos aeroportos de Portugal em 2025. De acordo com dados do Relatório Anual de Segurança Interna (Rasi) do governo português, divulgado nesta semana, 2.140 estrangeiros foram impedidos de entrar no país, dos quais 749 eram brasileiros.
Na sequência aparecem Angola (396), Cabo Verde (97), São Tomé e Príncipe (96), Guiné-Bissau (95), Reino Unido (74), Venezuela (54), Moldávia (49) e Timor-Leste (45), além de outros 484 casos sem especificação.
Apesar da alta representatividade de brasileiros no total de impedimentos (35%), o número apresentou queda no último relatório. Em 2023, foram 179 registros; em 2024, houve uma disparada para 1.470; e, agora, o índice recuou para 749.
A principal causa dos impedimentos é a falta de documentação válida que comprove a finalidade e as condições de estadia, seguida da ausência de visto ou título de residência, falta de documento de viagem e insuficiência de meios de subsistência para o período de permanência.
No geral, o número de estrangeiros barrados em Portugal cresceu 23% em comparação com 2024.
Nesta semana, o Parlamento de Portugal aprovou a nova Lei da Nacionalidade, projeto que torna mais restritivas as regras para a obtenção da cidadania. Com a mudança, brasileiros que vivem no país e desejam solicitar a nacionalidade terão de comprovar residência por sete anos, em vez dos cinco exigidos anteriormente. A medida entrará em vigor após a sanção do presidente da República, António José Seguro.

