
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília. O encontro está agendado para quarta-feira (18), das 8h às 10h.
Quem é Darren Beattie?
Beattie, um acadêmico e estrategista político de perfil conservador, ocupa atualmente um posto de alto nível no Departamento de Estado dos EUA, onde foi nomeado em fevereiro de 2026 para uma função estratégica focada nas relações bilaterais entre Washington e Brasília.
A trajetória de Beattie na ala política de Trump iniciou ainda no primeiro mandato do republicano, quando atuou como redator de discursos na Casa Branca, além de ter sido nomeado pelo presidente para a Comissão para a Preservação do Patrimônio Americano no Exterior.
No entanto, sua passagem pelo governo americano foi interrompida em 2018 após revelações sobre sua participação, dois anos antes, em uma conferência frequentada por nacionalistas brancos. Embora negue compartilhar ideologias e afirme que sua presença teve fins acadêmicos, o assessor já enfrentou acusações de racismo e sexismo ao longo de sua carreira pública.
O site do Departamento de Estado afirma, atualmente, que "Beattie é apaixonado por promover ativamente a liberdade de expressão como ferramenta diplomática e por utilizar as conquistas culturais excepcionais dos Estados Unidos nas artes, música e academia para promover a segurança, a força e a prosperidade do povo americano."
Fora do governo, ele consolidou sua influência como fundador e editor do site Revolver News, plataforma que ganhou notoriedade por promover teorias conspiratórias sobre a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Relações com o Brasil
No cenário brasileiro, Beattie é conhecido por ser um crítico feroz do governo do presidente Lula e do próprio ministro Alexandre de Moraes. Durante o juulgamento da trama golpista, o americano classificou o magistrado do STF como o principal arquiteto de um sistema de censura e perseguição contra Bolsonaro.





