
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
No marco de duas semanas da guerra no Oriente Médio, o foco saiu de Teerã, capital do Irã, e agora se concentra na Ilha de Kharg. O local funciona como centro de exportação de petróleo iraniano e foi alvo, na sexta-feira (13), de um bombardeio militar dos Estados Unidos.
A ilha, que fica a cerca de 25 quilômetros de distância do litoral do Irã e a aproximadamente 480 quilômetros do Estreito de Ormuz, desempenha um papel importante para a economia do país. Com área de cerca de 20 quilômetros quadrados, o local abriga um porto marítimo voltado à exportação de petróleo.
Grande parte do petróleo produzido no país é transportada por oleodutos até Kharg e depois carregada em navios petroleiros que seguem para mercados internacionais, a maioria para a China. Antes da guerra, cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do país passavam pela ilha.
Praticamente todo o petróleo é bombeado do interior do país até Kharg. A ilha possui instalações de armazenamento e oleodutos que a conectam a alguns dos maiores campos de petróleo e gás do país.
O fato de seu entorno contar com águas profundas oferece boas condições de navegação para navios petroleiros. Isso permite, por exemplo, que o terminal tenha capacidade para carregar até 10 superpetroleiros simultaneamente para transporte intercontinental.
Mas não é a primeira vez que o local é alvo de ações militares. Durante a Guerra Irã–Iraque, a ilha sofreu diversos bombardeios.





