
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, não é visto em público desde a sua nomeação, no último domingo (8).
O "sumiço" era previsto pois, como a ação militar estrangeira visava o alto escalão do regime — ofensiva que resultou na morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei —, Mojtaba tornou-se o principal alvo das forças americanas e israelenses. No entanto, circulam informações de que ele pode ter sido ferido logo no início das hostilidades, no mesmo ataque que vitimou seu pai. Desde o anúncio feito pela Assembleia de Peritos, o iraniano não realizou aparições ou declarações, sequer por meio de vídeos gravados.
Nesta quarta-feira (11), Yousef Pezeshkian, filho do presidente Masoud Pezeshkian e assessor do governo, afirmou em mensagem no Telegram que Mojtaba está "são e salvo".
"Ouvi a notícia de que Mojtaba Khamenei tinha ficado ferido. Perguntei a amigos que têm contatos e me disseram que, graças a Deus, ele está bem", escreveu.
O embaixador iraniano no Chipre, Alireza Salarian, disse ao jornal britânico The Guardian que Mojtaba de fato "ficou ferido" no bombardeio e que "acredita" que ele esteja hospitalizado. Veículos como The New York Times, CNN Internacional e a agência Reuters também ouviram membros do regime, que confirmaram ferimentos nas pernas, mas garantiram que o chefe iraniano permanece vivo.
Outro indício de que Mojtaba foi atingido no ataque de 28 de fevereiro é o fato de ele estar sendo citado pela mídia estatal iraniana como um "veterano de guerra ferido".
Não há informações oficiais sobre o paradeiro de Mojtaba e nem se ele realmente está em atendimento em algum hospital iraniano.
Ainda na segunda-feira (9), dia seguinte a nomeação de Mojtaba, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que estava "desapontado" com a nomeação. Na terça-feira (10), Trump disse à Fox News não acreditar que Mojtaba poderia "viver em paz".


