
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, os corpos diplomáticos de diversos países têm emitido alertas e recomendações aos moradores da região. O governo brasileiro seguiu a mesma linha.
Nesta terça-feira (3), o Itamaraty emitiu um alerta consular recomendando que não sejam realizadas viagens ao Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita.
Ainda no sábado (28) pela manhã — início do conflito —, o Itamaraty divulgou nota recomendando que os brasileiros fiquem atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde residem ou se encontram. O órgão também informou que o embaixador do Brasil em Teerã mantém contato direto com a comunidade brasileira.
Na terça-feira (3), com o agravamento do conflito no Líbano, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as embaixadas do Brasil no país e na região permanecem em contato com os cidadãos brasileiros, disponibilizando recomendações em suas páginas eletrônicas e redes sociais.
Nesta quarta-feira (4), a Embaixada do Brasil em Abu Dhabi, por exemplo, comunicou que a Autoridade Geral de Aviação Civil dos EAU anunciou a retomada gradual de voos limitados para permitir a saída segura de passageiros afetados. Na terça-feira, a representação já havia recomendado que, antes de optar pela partida por terra via países vizinhos, os brasileiros considerem que a situação na região continua volátil, o que pode resultar em restrições parciais ou temporárias no espaço aéreo.
A Embaixada do Brasil no Catar recomendou, na segunda-feira (2), que qualquer deslocamento não essencial seja evitado. Já a Embaixada em Tel Aviv orientou que os cidadãos brasileiros em Israel permaneçam em suas residências ou locais de hospedagem, mantendo atenção redobrada às diretrizes de segurança e a eventuais alertas de ataques iminentes publicados pelo Comando da Frente Interna.
Estados Unidos
O governo dos Estados Unidos também emitiu diversos alertas aos seus cidadãos. Na terça-feira, a Embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita, informou o cancelamento de todos os agendamentos consulares devido a um "ataque às instalações". O Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários não essenciais e de seus familiares do país, citando riscos de segurança.
Outra representação fechada foi a embaixada no Kuwait que, segundo o jornal The New York Times, também teria sido alvo de ataques. O posto anunciou que permanecerá fechado por tempo indeterminado em razão das tensões regionais.
Nos Emirados Árabes Unidos, a embaixada americana ordenou a saída de funcionários do governo que não desempenham funções de emergência e recomendou que viagens ao país sejam reconsideradas devido a ameaças de conflito armado e terrorismo.
Por fim, a Embaixada americana em Jerusalém emitiu um alerta para Israel, Cisjordânia e Gaza, determinando que todos os funcionários americanos e seus familiares permaneçam abrigados até novo aviso. O comunicado ressaltou que a embaixada não possui condições, no momento, de realizar evacuações ou auxiliar diretamente cidadãos americanos a deixarem o território israelense.


