
Guerras, como se sabe, são ambientes de violência, dor, mortos e feridos. É o cenário hobbesiano por excelência, do "homem como lobo do próprio homem".
Mas é também território de blefes e hipocrisia.
Donald Trump disse, na entrevista desta segunda-feira (2), que a "maior onda" de ataques ao Irã ainda está por vir. Blefe, muito provavelmente. O que viria depois da eliminação do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei? Só uma invasão terrestre, que não vai ocorrer.
Mas a hipocrisia do terceiro dia da guerra ficou por conta do governo de Vladimir Putin, que condenou, vejam só, o ataque a civis. No Oriente Médio, óbvio, porque, com relação à Ucrânia, ele não está nem aí.
A nota diz o seguinte: o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condena quaisquer ataques contra alvos civis, seja no Irã ou em países árabes.
Logo Putin, que ordenou a invasão da Ucrânia, conduz bombardeios deliberados contra prédios de mulheres e crianças e que liderou uma das maiores operações de deslocamento de população da história recente.



