
Há uma clara escalada da guerra no Oriente Médio, com ataques e contra-ataques que, neste momento, envolve praticamente todos os países da região. Há bombardeios em várias frentes.
- No Líbano, o Hezbollah, um dos proxies do Irã, entrou no conflito, disparando foguetes contra Israel, fazendo com que tropas fossem deslocadas para o Norte.
- O Kuwait, onde há uma base americana, tem sido bastante atacado nas últimas horas. Há um episódio de fogo-amigo: o Comando Central dos Estados Unidos confirmou que três caças americanos F-15 foram abatidos. Os pilotos ejetaram e se salvaram.
- Uma refinaria na Arábia Saudita foi atacada pelo Irã e precisou interromper as operações.
- O Catar, país que já foi aliado do Irã, mas abriga, em seu território, a maior base americana, Al-Udeid, prometeu retaliar as ações iranianas. Diferente do cenário de 2025, desta vez os bombardeios não têm sido coreografados.
- O conflito chegou à Europa: um drone iraniano atingiu uma base britânica no Chipre, no Mar Mediterrâneo, relativamente distante do teatro de operações principal.
Tudo isso mostra que o Irã está isolado em nível internacional.
No front, observa-se que Israel e EUA estão atacando em ondas: são bombardeios intermitentes, que cessam e são retomados de tempos em tempos. Isso pode sugerir uma estratégia americana de abrir intervalos para que a população saia às ruas. Esse seria o modelo ideal para a Casa Branca: derrubar o regime, sem envolvimento de tropas no terreno.
O que é muito difícil sem uma oposição clara – aparentemente, não há, como no caso venezuelano, uma interlocução com adversários do regime. E apenas bombardeios aéreos não provocam mudança de governo. Tudo isso sugere um conflito longo – Donald Trump fala em quatro semanas. Mas qual seria o ponto de saída?




