
Preocupado com o grande número de mortes entre motociclistas no trânsito de Porto Alegre, o Sindimoto-RS (Sindicato dos Motociclistas Profissionais do RS) está envolvido uma campanha de conscientização entre os entregadores, os motoboys.
Chama-se "Volte bem", com o slogan "Voltar pra casa é o que importa".
A campanha traz um alerta fundamental, principalmente para uma categoria pressionada pelo tempo: no trânsito, não é sobre chegar mais rápido. É sobre chegar vivo. Afinal de contas, nenhuma entrega vale mais que a vida.
A iniciativa, que conta com o apoio da EPTC, traz cinco dicas:
1) Nenhuma entrega vale mais que a tua vida.
2) Use os equipamentos de segurança: eles protegerão teu corpo em caso de acidente (capacete fechado, caneleira, cotoveleira, etc).
3) Respeite a sinalização: principalmente nos cruzamentos onde os acidentes são mais constantes.
4) Reduza a velocidade: quanto maior é a velocidade, mais graves são as lesões em caso de acidente.
5) Fique atento aos demais veículos e sinalize todas as manobras (use o pisca), mude de faixa com distância lateral segura dos demais veículos.
A campanha está sendo executada online por meio de vídeos com dicas e depoimentos feitos pela diretoria e pelos profissionais. Na próxima semana, serão feitas ações em pontos da cidade com distribuição de panfletos e diálogo com os trabalhadores.
— Essa pauta mexe com o coração da nossa equipe. São muitas vítimas. Muitas famílias que se perdem — diz a diretora do Sindimoto-RS, Gabriela Gonchoroski. — A ideia é conscientizar sobre ações que podem aumentar a segurança e desestimular o comportamento de risco.
Aí está o ponto "desestimular o comportamento de risco". Isso é fundamental.
A coluna acrescenta uma sugestão: empatia. Está cada vez mais complexo o trânsito em nossas cidades, não só porque há mais carros e motocicletas envolvidas no ecossistema, mas porque há novos "atores" - patinetes e carros de aplicativos. Sem falar dos ônibus e bicicletas (e as elétricas).
No ano passado, segundo a EPTC, motocicletas estiveram envolvidas em 53% das mortes no trânsito na Capital. Foram 45 vidas perdidas em relação com as motos, de um total de 84 óbitos nas vias públicas. Desses, 38 eram condutores, seis pedestres atropelados por motocicletas e um carona.





