
Às vésperas do aniversário de quatro anos da invasão da Ucrânia pela Rússia, o Itamaraty emitiu um alerta consular sobre a participação de brasileiros em conflitos armados em outros países.
O comunicado não cita explicitamente o conflito ucraniano, mas, a jornalistas, diplomatas têm admitido preocupação com o elevado número de brasileiros mortos no front no país europeu — inclusive em cortes internacionais.
O Itamaraty alerta para os riscos, inclusive de posterior persecução legal do alistamento de voluntário. Além do aumento do número de mortes, o órgão afirma que "registram-se casos de brasileiros que atravessam dificuldades ao, uma vez alistados, tentar interromper sua participação nos exércitos de combatentes".
O Itamaraty admite que a assistência consultar pode ser "severamente" limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as forças armadas locais.
"Não há obrigatoriedade por arte do poder público para o pagamento ou o custeio de retorno de cidadãos do exterior", diz o texto.
O alerta também afirma: "Recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas".
Pelo menos 23 brasileiros morreram em combate desde o início do conflito, em 24 de fevereiro de 2022. Acredita-se que pelo menos outros 44 estejam desaparecidos.




