
Uma equipe de pesquisadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da UFRGS descobriu um tipo especial de molécula de RNA que tem potencial para servir como um indicador biológico no diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A descoberta foi feita em testes com animais. Em março, o estudo passará para uma nova etapa com análise de moléculas que regulam o caminho entre o gene e a formação de proteínas em amostras humanas.
A pesquisadora Carmem Gottfried é a coordenadora do estudo, conduzido no Laboratório de Psiquiatria Molecular do Hospital de Clínicas. Na foto, ela está ao lado do bolsista de iniciação científica Raul izidoro, que teve grande papel na segunda etapa do estudo com RNA circular.
Hoje, o diagnóstico de TEA é feito principalmente por meio de observações clínicas e comportamentais, estratégia que pode atrasar a identificação em crianças mais novas ou em casos menos evidentes. A busca por biomarcadores, como os RNAs circulares, é parte de uma fronteira científica que pode permitir diagnósticos mais objetivos e precoces.
O grupo envolvido no estudo, está agora se preparando para a próxima fase da pesquisa, que envolve testes em amostras de sangue humano.

