Nos últimos dias, um vídeo de um homem voando em um drone em uma área agrícola do Pará viralizou nas redes sociais. Isso porque o equipamento, embora de grande porte, é projetado exclusivamente para pulverização de produtos químicos em lavouras.
O homem em questão é Hudson Vinicius, que identifica-se no Instagram como piloto de drone agrícola. Nas imagens, ele aparece retirando os galões de produtos químicos do "corpo" do drone e sentando-se no local. Em segundos, ele decola, usando o joystick de dentro do equipamento para pilotá-lo.
O fato teria ocorrido em Tucumã, no sul do Pará.
O episódio reacendeu discussões sobre regulamentação e fiscalização do uso de drones no Brasil. Embora o peso de um ser humano possa estar dentro do limite máximo de carga do equipamento, isso não significa que o drone esteja apto a transportar pessoas.
O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) apresentou denúncia formal à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para que o caso seja investigado – e, se comprovada a irregularidade, sejam aplicadas as penalidades cabíveis.
— A aviação agrícola brasileira (que compreende as aeronaves tripuladas e não-tripuladas) tem milhares de profissionais que são altamente qualificados e realizam um trabalho sério diariamente em todo o País — destaca o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle. — Não temos espaço para amadores ou irresponsáveis — afirmou.
A coluna tenta contato com Hudson.
De acordo com a legislação, nenhum drone civil pode ser usado legalmente para transportar passageiros. Isso decorre da combinação de regras de três autoridades: Anac, Decea e Anatel.

