
É comum vermos países menores emulando capacidades militares de potências, como os Estados Unidos. Não o contrário. Mas é o que está ocorrendo no Oriente Médio: os EUA, inspirados no Irã, desenvolveram um esquadrão de drones kamikazes. O nome oficial da força de ataque é "Lucas" (Sistema de Ataque e Combate Não Tripulado de Baixo Custo, em tradução livre), que já está em operação na região.
No caso iraniano, os drones Shahed-136 e Shahed-131 foram amplamente utilizados contra Israel, na guerra de 12 dias, em junho de 2025 — a maior parte foi abatida pelo Domo de Ferro, o sistema antimísseis israelense. Também é comum seu uso pela Rússia, que os adquire do Irã, contra a Ucrânia.
No caso dos americanos, haveria um investimento para compra de 300 mil drones e desenvolvimento nos próximos dois anos de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões).
Os drones implantados têm amplo alcance e são projetados para operar de forma autônoma. Eles podem ser lançados por diferentes mecanismos, incluindo catapultas, decolagem assistida por foguete e sistemas móveis terrestres e veiculares.


