
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Na segunda-feira (2), dia da abertura do ano legislativo, o presidente Lula deve assinar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), já afirmou a líderes partidários que a intenção é votar a proposta até o Carnaval. Em seguida, o texto segue para o Senado e retorna ao Executivo.
Também nesta segunda-feira, é aguardado o resultado das eleições na Costa Rica. A candidata governista Laura Fernández desponta como favorita após prometer uma postura mais rigorosa no combate à criminalidade. A oposição, cujas propostas estão diluídas entre cerca de 20 candidatos, aposta na possibilidade de um segundo turno - que deve ocorrer em 5 abril - ou na formação de um bloco legislativo capaz de conter as aspirações hegemônicas de Fernández.
Nos Estados Unidos, os principais temas da semana devem envolver a política de imigração do governo de Donald Trump e a atuação do ICE. Mais de 50 cidades americanas registraram manifestações e vigílias ao longo do fim de semana.
Ainda no contexto da política migratória, o governo dos EUA entrou em um novo shutdown no sábado (31), após o Congresso não conseguir aprovar um acordo para manter o financiamento de diversas operações públicas, incluindo as políticas de imigração. A paralisação, no entanto, deve ser curta, já que a Câmara dos Representantes retorna do recesso nesta segunda-feira (2) e deve retomar as negociações.
Também podem repercutir nos Estados Unidos os novos documentos do caso Epstein, divulgados na sexta-feira (30). Os arquivos, que somam mais de três milhões de páginas, mencionam nomes como Bill Gates, Elon Musk, Donald Trump, o príncipe Andrew e um brasileiro.
Na quarta-feira (4), estão previstas negociações diretas entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos com o objetivo de encerrar a guerra no Leste Europeu. No domingo (1º), o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou na rede social X a possibilidade de uma reunião em Abu Dhabi. O conflito completará quatro anos no fim deste mês.
Também na quarta-feira, no Brasil, o presidente Lula deve lançar o chamado Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A proposta ainda não foi detalhada pelo governo e deve ser apresentada durante cerimônia em Brasília (DF).



