
A pedido da coluna, o professor Carlos Romero, pesquisador do Instituto de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Jurídicas e Políticas da Universidade Central da Venezuela, enviou uma mensagem sobre a situação no país, um mês depois da operação dos EUA que levou à captura de Nicolás Maduro:
Há muita estabilidade política, não há manifestações sociais, não há violência até esse momento. Em segundo lugar, os Estados Unidos e a Venezuela estão fazendo um trabalho comum, que promete desregulamentar a situação econômica e no campo da política, particularmente dos direitos humanos. Em terceiro lugar, o governo interino da Venezuela tem tomado algumas medidas que induzem a pensar que estamos em uma nova etapa do processo chavista, iniciado em 1999. E, em quarto lugar, há um grande consenso, por parte dos governos latino-americanos e europeus, sobre a situação venezuelana que não se produziu. A captura do presidente Maduro não produziu uma situação de instabilidade, de guerra civil, de violência nas ruas que se estava apostando. Sobre isto, é necessário esperar que conduta irá tomar a oposição radical que se baseou em um processo de mudança de regime que parece que não se vai aparecer imediatamente. Por isso, nesse momento, eu me refiro a um momento tático, em que estão suspensas as grandes discussões sobre o mudança de regime, sobre eliminar a experiência socialista chavista para que se concentrar somente em medidas políticas, que são benéficas para um país que chegou muito longe.






