
Uma amostra de que Nicolás Maduro caiu, mas o governo que ele comandou por quase 13 anos segue no Palácio de Miraflores é o dado divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa (SNTP).
Só nesse dia, houve a prisão de 14 jornalistas e funcionários de imprensa. Desse total, 11 são de meios de comunicação e agências internacionais e um é de um meio de comunicação nacional venezuelano.
Ao menos 10 pessoas ainda estão sob custódia, ainda segundo o sindicato, que pediu a libertação de todos os envolvidos.
De acordo com o sindicato, parte dos profissionais foi detida dentro e nos arredores da Assembleia Nacional do país. Foram detidos dentro do parlamento venezuelano ou nos arredores, enquanto cobriam a posse da presidente interina, Delcy Rodrigues.
Nas regiões de fronteira, o risco maior é entre Colômbia e Venezuela. Lá, há relatos de jornalistas detidos (e liberados após algumas horas) ao se aproximarem da ponte que demarca a divisão entre os territórios, em Cúcuta, do lado colombiano.
O sindicado manifestou em nota:
"Não é possível avançar rumo a uma transição democrática enquanto persistirem a perseguição política, a censura e a prisão arbitrária".
Na fronteira brasileira, aqui em Pacaraima, não há, até o momento, relatos de jornalistas detidos durante a cobertura nas áreas mais próximas do território venezuelano.



