
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Enquanto o Brasil registrou um aumento de 10% no número de denúncias de intolerância religiosa em 2025, o Rio Grande do Sul apresentou uma queda de 33%. Os dados são do Disque Direitos Humanos (Disque 100), canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e foram divulgados nesta quarta-feira (21), data em que se celebra o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Em 2024, o Brasil registrou 2.472 denúncias, saltando para 2.723 em 2025 — um aumento de 10,15%. No Rio Grande do Sul, o movimento foi inverso: foram 151 denúncias em 2024 contra 100 em 2025, representando uma redução de 33,77%.
Esta é a primeira queda registrada pelo estado desde 2021. Naquele ano, foram 45 denúncias, número que subiu para 48 em 2022 e atingiu 98 casos em 2023.
Perfil das Denúncias
De acordo com o Ministério, em nível nacional, as religiões de matriz africana concentram os maiores volumes de denúncias entre as crenças explicitamente identificadas. No período de janeiro de 2025 a janeiro de 2026, os registros foram distribuídos da seguinte forma:
- Umbanda: 228 registros;
- Candomblé: 161 registros;
- Umbanda e Candomblé (classificação conjunta): 47 registros;
- Outras religiosidades afro-brasileiras: 40 registros.
Na sequência, aparecem denúncias envolvendo pessoas de religião evangélica (72), católica apostólica romana (37), espírita (30) e casos em que a vítima declarou não saber informar sua religião (50).
Como denunciar
O Disque 100 funciona 24 horas por dia, de forma gratuita, incluindo sábados, domingos e feriados. O canal permite o registro de violações de direitos humanos — sejam elas presenciadas ou sofridas pela própria vítima — de maneira identificada ou anônima. O serviço é um dos principais instrumentos do Governo Federal para o fortalecimento das ações de prevenção, proteção e responsabilização em todo o território nacional.





