
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Além de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, os Estados Unidos também acusam o ministro do Interior, Diosdado Cabello; o ex-ministro do Interior, Ramón Rodríguez Chacín; o suposto líder do Tren de Aragua, Héctor Rusthenford Guerrero Flores; e o filho de Maduro e Cilia, Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como "Nicolasito", por quatro crimes.
Visto por parte da classe política venezuelana como um potencial sucessor do chavismo na eventual ausência do pai, Nicolasito, de 35 anos, é o único filho do ditador, fruto do primeiro casamento de Maduro com Adriana Guerra Angulo.
Atualmente deputado, ele também exerce, dentro do PSUV — partido criado por Hugo Chávez e ao qual Maduro pertence —, a função de diretor de Assuntos Religiosos. O governo venezuelano, no entanto, já criou para ele três cargos de alto escalão: foi primeiro chefe de um corpo anticorrupção da Presidência; depois, diretor da Escola Nacional de Cinema; e, mais recentemente, diretor-geral das delegações presidenciais junto à Vice-Presidência.
Desde 2019, Nicolasito é alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA, acusado de beneficiar-se de práticas de censura e corrupção.
Ainda no domingo (4), um dia após a ação militar dos EUA e a captura do pai, Nicolasito fez uma transmissão ao vivo na qual afirmou: "A história dirá quem foram os traidores, a história revelará", termo avaliado por analistas sobre a possibilidade da existência de "traidores" dentro das fileiras do chavismo.
Polêmicas
Sua trajetória é marcada por controvérsias. Em 2015, por exemplo, envolveu-se em uma polêmica ao aparecer em um vídeo que viralizou nas redes sociais, dançando sob uma "chuva de dólares".
Outro caso ocorreu em 2020, durante uma festa de aniversário na pandemia de COVID-19, quando vizinhos ligaram para a polícia para denunciar uma aglomeração em um condomínio de alto padrão no leste de Caracas.






