
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou incerteza sobre se o opositor iraniano Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, seria capaz de angariar apoio dentro do país para eventualmente assumir o poder. Em entrevista à Reuters, o americano afirmou que Pahlavi, que vive exilado nos EUA, "parece muito simpático".
— Ele parece ser muito simpático, mas não sei como se sairia dentro do próprio país. [...] E nós realmente ainda não chegamos a esse ponto. [...] Não sei se o país dele aceitaria sua liderança e, certamente, se aceitasse, para mim estaria ótimo — afirmou Trump à agência.
Pahlavi tem 65 anos e vive fora do Irã desde antes da queda do regime de seu pai, na Revolução Islâmica, de 1979. Ele se tornou uma voz proeminente diante dos protestos mais recentes contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, defendendo a possibilidade de retornar ao governo iraniano. Atualmente, não há dados precisos sobre a força política com a qual ele conta dentro do país.
Esta, porém, não é a primeira vez que Trump demonstra ceticismo em relação a líderes da oposição de países rivais. Um caso semelhante ocorreu com a venezuelana María Corina Machado, prêmio Nobel da Paz. Após a ação militar dos EUA que resultou na captura de Nicolás Maduro, Trump afirmou que ela era uma "boa mulher", mas que enfrentaria dificuldades para governar a Venezuela porque "não tem o apoio nem o respeito do povo".
Washington — especialmente o secretário de Estado, Marco Rubio — segue apoiando a presidente interina Delcy Rodríguez.
— Tivemos uma ótima conversa hoje, e ela é uma pessoa fantástica. Quer dizer, é alguém com quem trabalhamos muito bem. Marco Rubio está lidando com ela. Acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela — disse Trump também na quarta-feira (14).




