
Quatro generais do Exército Brasileiro estiveram na manhã desta segunda-feira no marco que delimita a fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, Roraima (RR).
Enquanto os altos oficiais brasileiros observavam as bandeira dos dois países e falavam em reservado, distante da imprensa, no alto de um pequeno monte, de frente para o território da Venezuela, era possível observar a movimentação de uma viatura das forças armadas do país vizinho, monitorando a movimentação.
A coluna registrou a imagem: tratava-se de um jipe artilhado com metralhadora. Foi possível contar pelo menos três militares venezuelanos compondo o destacamento, a cerca de 800 metros: um estava do lado de fora do veículo, e dois, no interior.

A movimentação chamou atenção de alguns soldados brasileiros que faziam a escolta armada dos quatro generais.
No lado brasileiro, participaram da inspeção o general Luiz Gonzaga Viana Filho, comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de divisão José Luís Araújo dos Santos, comandante da Força-Tarefa Logística Humanitária Operação Acolhida, o general de divisão Cláudio Henrique da Silva Plácido, subcomandante do Comando Operacional Conjunto Catrimani II, e o general de brigada Roberto Pereira Angrizani, comandante da 1º Brigada de Infantaria de Selva. Todos têm grande atuação na fronteira e, por isso, a representatividade da presença dos quatro oficiais na visita à fronteira.
O Comando Militar da Amazônia tem autoridade sobre as tropas brasileiras em toda a Amazônia Ocidental, ou seja, nos Estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia.
Dois blindados Guiacuru estão posicionados na área de fronteira.
Apenas o general Angrizani, cuja brigada é responsável pela faixa de fronteira entre Brasil e Venezuela e entre Brasil e Guiana, conversou com a imprensa. Ele destacou o fluxo normal de refugiados chegando, cerca de 500 por dia, e descartou aumento de efetivo.
— O fluxo de imigrantes vindo da Venezuela para o Brasil se mantém estável, e até tem diminuído, mesmo com os acontecimentos do dia 3 de janeiro no território venezuelano. No momento, não houve necessidade de reforço - afirmou Angrizani.
Conforme o general, no entanto, o Exército tem dado atenção mais específica à área de fronteira desde o momento da crise deflagrada no sábado (3), a partir dos ataques dos EUA à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.
— Obviamente, redobramos nossa atenção nesse local, o monitoramento, presença mais constante da tropa, com patrulhamento mais constante durante o dia. Mas, em termos de efetivo, temos hoje 129 militares na nossa região e com tropas em Boa Vista em condições de reforçar, caso haja necessidade - disse.
Cerca de 270 militares do Comando Militar do Sul (CMS) estão em Roraima. São militares do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. O grupamento integrado pelo CMS participa do 22º Contingente da Operação Acolhida, que recebe os refugiados venezuelanos desde 2019. Não está envolvido em operações de defesa da fronteira.




