
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Aproximadamente três meses após o início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, os Estados Unidos deram mais um passo no processo de pacificação da região. Donald Trump anunciou, na última quinta-feira (15), a criação do "Conselho da Paz", marcando o avanço para a segunda fase de seu plano.
"É para mim uma grande honra anunciar que O CONSELHO DA PAZ FOI FORMADO", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social".
O objetivo é que o grupo reúna líderes mundiais para analisar cenários e o futuro da região. Detalhes operacionais e o alcance efetivo da atuação do órgão ainda serão definidos, segundo a Casa Branca. O plano americano prevê um comitê tecnocrata para administrar provisoriamente o território e um "conselho executivo" com papel consultivo.
"No centro do plano está o Conselho da Paz, que será estabelecido como uma nova organização internacional e uma administração de governo de transição", afirmou Trump em comunicado enviado aos líderes convidados.
O grupo será presidido por Trump, auxiliado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair — ambos anunciados na sexta-feira (16) como membros fundadores. A composição também inclui o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; o genro de Trump, Jared Kushner; Robert Gabriel, colaborador do Conselho de Segurança Nacional; Marc Rowan, magnata das finanças; e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. O diplomata búlgaro Nickolay Mladenov atuará como Alto Representante para Gaza.
Trump também convidou líderes mundiais para compor o órgão. A Casa Branca publicou uma lista inicial de convidados, afirmando que novos nomes serão adicionados. Entre eles está o presidente Lula, que ainda não respondeu à solicitação.
Além do brasileiro, constam na lista: Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Abdel Fattah al-Sisi (Egito), Rei Abdullah II (Jordânia), Mark Carney (Canadá), Giorgia Meloni (Itália), Edi Rama (Albânia), Viktor Orbán (Hungria), Nicușor Dan (Romênia) e Nikos Christodoulides (Chipre).
Os integrantes do Conselho exercerão um mandato de três anos, mas poderão obter cargos vitalícios mediante o pagamento de US$ 1 bilhão. A revelação do montante foi feita pela agência Bloomberg no sábado (17). Segundo a reportagem, a carta constitutiva descreve o Conselho da Paz como “uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar uma governança confiável e legítima e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos”.
A resposta de Lula é aguardada para esta semana.






