
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Procuradoria-Geral dos Estados Unidos acusa o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de quatro crimes. Ele foi capturado com a esposa, Cília Flores, no último sábado (3) durante uma operação militar dos Estados Unidos, e está detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, em Nova York. O casal deve ser julgado no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, e passará por uma audiência de custódia nesta segunda-feira (5).
- Conspiração para praticar narcoterrorismo;
- Conspiração para importar cocaína para os EUA;
- Uso de armas de guerra em crimes de tráfico;
- Conspiração armada ligada ao narcotráfico.
"Em breve, eles (o casal) enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos", afirmou a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, em suas redes sociais no sábado após a captura de Maduro e Cília.
A principal acusação contra o líder venezuelano é a de narcoterrorismo, que consiste na liderança de uma organização que utiliza o tráfico de drogas como arma política e financeira para desestabilizar a região e financiar atividades ilícitas.
As autoridades americanas também o acusam de envolvimento direto na logística de envio de toneladas de entorpecentes para o território norte-americano por meio do chamado "Cartel de los Soles".
Se forem condenados, os réus deverão entregar ao governo dos EUA todos os bens vinculados aos crimes praticados. Somente o crime de narcoterrorismo prevê uma pena mínima de 20 anos de prisão.
Além de Maduro e Cília, também responderão às acusações o filho do ditador, Nicolás Maduro Guerra; o atual ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello; o ex-ministro do Interior e da Justiça Ramón Rodríguez Chacín; e Hector Rusthenford Guerrero Flores, o “Niño Guerrero”, apontado como líder da organização criminosa Tren de Aragua, classificada como terrorista pelos EUA.
Interesse no petróleo
Além de afirmar, no sábado (3), que os EUA governarão a Venezuela interinamente até que ocorra uma "transição adequada, justa e legal", o presidente americano, Donald Trump, declarou que o país assumirá o controle das reservas petrolíferas venezuelanas. Segundo Trump, o plano inclui o recrutamento de empresas americanas para investir na revitalização da indústria de óleo e gás, atualmente devastada.
Dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) apontam que a Venezuela possui reservas provadas de aproximadamente 303 bilhões de barris. Com isso, o país detém a maior concentração de petróleo do mundo em seu subsolo, superando até mesmo a Arábia Saudita.






